Isto aqui é sobre arte, viagens, amizade e devaneios. Ah... e sobre literatura também! Mas genuinamente, é sobre o humano que habita nosso SER. Cristina e Carol.
terça-feira, 2 de junho de 2020
Pandemia, instituições, economia e saúde mental
domingo, 22 de março de 2020
QUAL O SEU PAPEL DIANTE DA CRISE?
domingo, 10 de março de 2019
Não Me Apaixonei Por Você
Realista como me proclamo, deveria ser imune às paixões lancinantes. Mas
digo, com uma relutância que me desmascara, quão inúteis são tais
autodeclarações. Pois aqui estou, confessando que não foi paixão, nem amor. O
que vivi foi a mera e deliciosa luta contra a inevitabilidade do desejo.
quinta-feira, 23 de agosto de 2018
Vários Amores, Uma Só Vida - Parte II
Ella repousa na cama, dedos cruzados sobre o ventre. Seus pensamentos, inquietos, sussurram como vozes de um palco secreto.
Às 14h, ele entra no quarto. O olhar de Juan encontra-a em pleno devaneio, e sua pergunta rasga o ar:
— Você está apaixonada por outro homem?
O silêncio já trazia a resposta. Essas coisas acontecem nas frestas do matrimônio, onde os corpos se encontram, mas as mentes viajam.
Mais de uma década juntos e Juan acreditava na autenticidade de sua vida a dois. Mas Ella habitava mundos invisíveis, suspirava desejos que não cabiam em sua rotina. Seu corpo permanecia ali, fiel; sua mente, porém, era território livre, onde outras possibilidades floresciam. Onde andavam os pensamentos de Ella? E que frutos poderiam nascer deles?
Ella é uma mulher contemporânea. Poderia ser eu. Poderia ser você. Essas histórias atravessam até as instituições mais sólidas.
Quase dois séculos antes, em 1830, John Stuart Mill conheceu Harriet Taylor. Ela era casada, mas os dois se apaixonaram perdidamente. Viveram anos de espera até poderem se unir. Harriet transformou a filosofia de Mill, deu-lhe linguagem e horizonte, inscreveu-se no coração de sua obra. Amor interdito, mas fundador.
O amor é linguagem, feita de códigos e silêncios. É força que transborda biografias, ficções e fatos. Há amores que não tocam a carne, mas incendiam o pensamento. Há desejos que nunca se cumprem e, ainda assim, reinventam a vida.
Pergunto-me: pode o inconsciente, regido pelo princípio do prazer, se curvar aos interditos da civilização? E, se sim, a que custo? Talvez sejamos, todos nós, “neuróticos adestrados”, contidos no ato, mas acesos no desejo.
Porque o desejo é chama. E só arde pelo que não temos. É ausência que move os corpos. É promessa de um encontro sempre adiado.
Lembro-me de Sócrates em O Banquete: “Confesso não entender de nada mais, senão de amor.” Também eu sinto que sem amor, a humanidade não suportaria um só dia.
Entre minhas próprias limitações, concluo: diante dos freios sociais que nos contêm, o que talvez prevaleça não seja o amor ao amor, mas o amor à verdade (talvez à própria verdade). Mesmo quando ela é fragmentada, inconclusa, tempestuosa. Pois desejos passionais são como águas: correntes que podem ser riachos tranquilos ou tsunamis devastadores.
domingo, 5 de agosto de 2018
Res Publica, Res Privata
Uma das primeiras inquietudes como aspirante a jurista, foi quando das primeiras aulas de Direito Romano que assisti na Universidade, ainda no século XX. Depois de um tempo, me apaixonei por Direito Público e aí... questões e mais questões arrumei para minha vida jurídico-epistemológica! A sede de saber transformou-se em 'furor educandi' e, desde então, dou aulas de Direito Constitucional para crianças entre 7 e 10 anos de idade.
Vejamos outro cenário:
sábado, 21 de julho de 2018
Entre a Doença e a Loucura - Parte I
"Aprendi que, aconteça o que acontecer, pode até parecer ruim hoje, mas a vida continua e amanhã melhora"
Você olha para ela... moça bonita e inteligente. Forte. E mesmo assim, há tanto tempo, submete-se.
terça-feira, 13 de março de 2018
Vários Amores, uma só vida
![]() |
| Eros e Psiquê de Antonio Canova, 1793 |







